GÊNERO TEXTUAL: artigo de opinião.
TEMA: A legalização da maconha.
RATOS, QUEIJOS. MACONHA, PESSOAS.
A legalização da maconha vem sendo muito discutida na política brasileira por reivindicações populares. Afinal, benéfico ou maléfico?
Vamos analisar os principais argumentos dos pró legalização da maconha: "legalizando a droga diminuirá a violência do tráfico". Todos sabemos que o tráfico não se baseia apenas na venda ilegal de maconha, ela é apenas a ponta do iceberg, o sistema é bem mais complexo que isso, legalizando-a serviria apenas para que os traficantes botassem uma peça de reposição e qual seria o estopim da vez? Talvez uma droga mais pesada, como o crack, e o que viria a seguir? A legalização do crack? E, sim, é válida aquela velha frase: "a maconha é a porta de entrada para outras drogas".
Outro argumento é: "A maconha não vicia!". Está mais que comprovado que 40% dos usuários da droga acabam se tornando dependentes, e daí os problemas só pioram, passa-se, a seguir, pelo período da esquizofrenia aguda. A pessoa começa a se sentir perseguida a todo momento, cria-se uma barreira no convívio familiar e social com o agravamento pela discriminação do maconheiro (usuário de maconha) na sociedade; obtém-se perda de memória, perda de ânimo (não consegue cumprir mais com os compromissos). O sistema nervoso do indivíduo fica uma bagunça e a vida nem um pouco diferente.
E o melhor argumento de todos: "É uma substância medicinal!". O tipo de depoimento usado para iludir pessoas mal informadas, porque pastas de substâncias encontradas na maconha já são utilizadas por médicos para o tratamento de doenças crônicas, e o melhor: dentro da lei!
É evidente que pessoas que utilizam a "planta medicinal" desejam a legalização, pois se tornaria de mais fácil acesso e não precisariam recorrer as violentas bocas de fumo que, desde 2007, com a pacificação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, o extermínio desses pontos de vendas de drogas se tornou símbolo de paz. Inclusive, na época das grandes conquistas britânicas, os ingleses utilizaram as drogas como objeto de enfraquecimento do inimigo, na época, a China, para torná-lo mais vulnerável e de fácil dominação.
Portanto, em qual parte do mundo retirar os roteiros dos queijos, acabaria com os ratos? Para mim, a situação apenas se agravaria.
(A. Ferrari Gatti, 3º E.M. M03, E.E.E.F.M. "Geraldo Vargas Nogueira".)

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